19 de julho de 2016

A garota que você deixou para trás, de Jojo Moyes

Título: A garota que você deixou para trás
Autor (a): Jojo Moyes
Editora: Intrínseca
N° de páginas: 384
Classificação:


✏ Sinopse: Durante a Primeira Guerra Mundial, o jovem pintor francês Édouard Lefèvre é obrigado a se separar de sua esposa, Sophie, para lutar no front. Vivendo com os irmãos e os sobrinhos em sua pequena cidade natal, agora ocupada pelos soldados alemães, Sophie apega-se às lembranças do marido admirando um retrato seu pintado por Édouard. Quando o quadro chama a atenção do novo comandante alemão, Sophie arrisca tudo a família, a reputação e a vida na esperança de rever Édouard, agora prisioneiro de guerra. Quase um século depois, na Londres dos anos 2000, a jovem viúva Liv Halston mora sozinha numa moderna casa com paredes de vidro. Ocupando lugar de destaque, um retrato de uma bela jovem, presente do seu marido pouco antes de sua morte prematura, a mantém ligada ao passado. Quando Liv finalmente parece disposta a voltar à vida, um encontro inesperado vai revelar o verdadeiro valor daquela pintura e sua tumultuada trajetória. Ao mergulhar na história da garota do quadro, Liv vê, mais uma vez, sua própria vida virar de cabeça para baixo. Tecido com habilidade, A garota que você deixou para trás alterna momentos tristes e alegres, sem descuidar dos meandros das grandes histórias de amor e da delicadeza dos finais felizes.

"(...) Eles poderiam levar tudo, francamente. Tudo o que importa são as pessoas. - Ela olha para as mãos dele, e sua voz fica embargada. - Só o que importa mesmo é quem a gente ama."
O livro se passa em duas épocas diferentes. Duas mulheres, Sophie e Liv, possuem histórias separadas por décadas, mas que estão ligadas por um quadro valioso, tanto no sentido sentimental, quanto no capital, denominado "A garota que você deixou para trás". Então, possui duas histórias distintas, mas interligadas por um único objeto. 

Na primeira parte do livro, nos deparamos com a primeira história, a de Sophie, que se passa durante a Primeira Guerra Mundial, em 1916. Retratando o cenário cada vez mais caótico da guerra, conhecemos Sophie Lefèvre, uma mulher forte e batalhadora, esposa do artista Édouard Lefèvre, que havia ido para o front, lutar pela França. Separados pela guerra, ela está disposta a fazer qualquer coisa para salvar seu marido e sua família. 

Como Sophie, seus irmãos e sobrinhos ficavam no antigo hotel, que virara restaurante, Le Coq Rouge. Em decorrência da ocupação alemã em St. Péronne, ela acaba conhecendo Herr Kommandant em uma situação um pouco embaraçosa e, mais tarde, o seu restaurante acaba sendo solicitado para servir os alemães e ela se vê obrigada a cozinhar para eles. Tudo que lhe restara era aceitar e passar seus dias, cada vez mais difíceis, com a comida cada vez mais escassa, sentindo o cheiro dos pratos saborosos que fazia para os alemães.

"Essa era a história de nossas vidas: insurreições menores, vitórias miúdas, uma breve chance de ridicularizar nossos opressores, barquinhos de esperança em um mar de incertezas, privação e medo."

Seu marido era pintor e havia feito um belo trabalho em um quadro, que possuía, na bela tela, uma pintura de Sophie. Esse quadro era uma das poucas coisas que ela tinha de lembrança de Édouard e era algo de extrema importância e valor pra ela. E ele chamou a atenção do Kommandant, que se interessava por arte e ficara paralisado observando a obra, tentando ver, na agora magra e cabisbaixa Sophie, a mulher que um dia fora. O que ela não sabia era que esse quadro causaria uma grande mudança em sua vida e na vida de outras pessoas, décadas depois.

Na segunda parte, em 2006, Londres, conhecemos Liv, uma viúva de um grande e renomado arquiteto, que morava em uma diferente e moderna casa de vidro, projetada pelo seu falecido marido. Ela acaba conhecendo Mo, uma garota que trabalhava em um restaurante de pessoas conhecidas e que não possuía um local para ficar. Liv acaba oferecendo uma estadia em sua casa. O que antes parecia algo chato e nada habitual, acaba se tornando algo rotineiro e ela se vê gostando cada vez mais de ter uma companhia naquela grande casa.

Em uma de suas noites de bebedeira, Liv conhece Paul, irmão do dono de um bar, no qual ela havia bebido muito e ele havia feito uma grande gentileza a ela. Eles acabam se envolvendo. E algo acaba bloqueando aquele relacionamento, fazendo tudo desmoronar.

Esse foi o primeiro livro que li da Jojo (ele me lembrou muito "O Rouxinol", de Kristin Hannah). Ela conseguiu fundir as duas histórias de um jeito que eu gostei bastante, fazendo todos os fatos se encaixarem, alternando entre a época da Primeira Guerra e o ano de 2006, fazendo com que o livro tenha não somente um final, mas dois finais - que foi bem legal. Porém, tenho que admitir que senti a leitura ficar arrastada em alguns pontos do livro, mais precisamente na história de Liv. Eu não teria me importado se a autora tivesse escrito um livro somente da parte de Sophie. 

Quando a autora interrompeu a primeira parte e de repente me vi lendo sobre outros personagens, acabei ficando um pouco confusa. Parecia outro livro, outra história, que nada tinha a ver com a primeira lida. Mas, com o avanço da leitura, pude perceber os pontos que começavam a ligar o livro e, no final, acabei gostando da história, mesmo com esses pontos negativos e recomendo a leitura!
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2 comentários:

  1. Oi Kah!
    Sempre arrasando nas fotos ein <3
    Eu nunca li nada da Jojo, mas esse eu fico um pouco com medo de ler porque parece realmente confuso interligar as histórias. E eu tenho sérios problemas com leituras que são mais arrastadas. Eu acabo abandonando.
    Ameei as fotos!
    Beijos!!
    umlugarparaleresonhar.blogspot.com

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    Respostas
    1. Ei, Becca! Muito obrigada pelo carinho de sempre <3
      Na minha opinião, vale a pena dar uma chance para a leitura desse livro :)
      Grande beijo!

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