24 de junho de 2016

O Sinal dos Quatro, de Sir. Arthur Conan Doyle

Título: O Sinal dos Quatro
Autor (a): Sir. Arthur Conan Doyle
Editora: Harper Collins
N° de páginas: 108
Classificação:


✏ Sinopse: Esta história, que propõe um enigma intrincado e soluções geniais, e que demonstra o fascinante raciocínio de Holmes, além de nos apresentar facetas íntimas dos dois personagens principais, foi uma das responsáveis pela fama da maior dupla de detetives da literatura mundial. Juntamente com Um estudo em vermelho, de 1887, O cão dos Baskerville, de 1902, e O vale do terror, de 1915, compõe o conjunto das narrativas longas de grandes casos de Sherlock Holmes.

"Detesto a rotina monótona da existência. Anseio pela exaltação mental. Foi por isso que escolhi a minha profissão especial."

Em "O Sinal dos Quatro", nos deparamos com um Sherlock Holmes um pouco diferente. Com a falta de casos para investigar, o detetive passa a se drogar cada vez mais com cocaína, o que acaba incomodando Watson. Com a mente de Sherlock e seu dom, fica difícil imaginá-lo sem fazer esse tipo de trabalho, sentado em sua poltrona ou até mesmo descansando um pouco, longe das cenas de crime.

Tudo muda quando uma mulher, mais precisamente a Srta. Morstan, lhes apresenta um caso  interessante. Seu pai havia sumido há mais de 10 anos e ela, ao longo dos anos, vinha recebendo pérolas de uma pessoa misteriosa. O ápice da situação, o que a fez procurar o detetive, foi a carta recebida, que marcava um encontro misterioso entre os dois, pedindo que levasse (se quisesse) dois amigos, mas nada de policiais.

A partir desse ponto, a história começa a se desenvolver de forma sensacional. Todos os pontos que o autor cria começam a ser ligados, de um jeito que eu nem poderia imaginar. Isso é uma das coisas que eu gosto muito nas histórias de Sherlock Holmes: o imprevisto. Destaco também a riqueza de detalhes da obra, que nos leva a imaginar toda essa minuciosidade. Foi uma leitura rápida e o conto/livro é bem curtinho, não chega a 200 páginas, o que não impede que seja uma obra grandiosa.

A história é contada por Dr. Watson, mas conseguimos, através de seus relatos, imaginar com clareza os sentimentos de Holmes a respeito da situação e, é claro, do próprio Watson. A ansiedade me acompanhou durante toda a leitura e ao terminar a mesma, percebi que o autor não deixou nenhum ponto solto.

Uma história inteligente. Tensa. Misteriosa. Muito bem elaborada.

Recomendo muito!


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