9 de junho de 2016

O que há de Estranho em Mim, de Gayle Forman

 Título: O que há de Estranho em Mim
Autor (a): Gayle Forman
Editora: Arqueiro
N° de páginas: 224
         Classificação:            
                 

Sinopse: Ao internar a filha numa clínica, o pai de Brit acredita que está ajudando a menina, mas a verdade é que o lugar só lhe faz mal. Aos 16 anos, ela se vê diante de um duvidoso método de terapia, que inclui xingar as outras jovens e dedurar as infrações alheias para ganhar a liberdade. Sem saber em quem confiar e determinada a não cooperar com os conselheiros, Brit se isola. Mas não fica sozinha por muito tempo. Logo outras garotas se unem a ela na resistência àquele modo de vida hostil. V, Bebe, Martha e Cassie se tornam seu oásis em meio ao deserto de opressão. Juntas, as cinco amigas vão em busca de uma forma de desafiar o sistema, mostrar ao mundo que não têm nada de desajustadas e dar fim ao suplício de viver numa instituição que as enlouquece.

§

Iniciei a leitura desse livro com as expectativas altas demais, mas acabei encontrando algo bem diferente do que eu imaginava. O primeiro capítulo do livro, para mim, foi decepcionante. Parecia que eu estava lendo um livro escrito às pressas e a personagem principal, Brit, não me cativou em nada. Sua personalidade rebelde, no início do livro, não foi algo que me fez questionar o motivo de ela ser assim. Chegou a me irritar em alguns momentos e os diálogos não provocavam aquela ansiedade para ler os próximos capítulos. Creio que até o capítulo 14 eu li mais no automático, mas a partir do capítulo 15, as coisas começaram a fazer sentido e a história começou a se encaixar de um jeito melhor.

Brit é uma adolescente um pouco rebelde, com a vida e também com sua madrasta, a quem ela apelida carinhosamente de "Monstra". Faz parte do quarteto que compõe a banda Clod - que acabou se tornando o seu refúgio -, tocando guitarra e cantando com sua linda voz.

"(...) Não é que eu não esteja pensando em você, porque eu estou sempre pensando em você, e muito em breve vou sair deste lugar e a gente vai poder ficar junto (...)"

Mas sua participação na banda e sua vida foram afetados quando seu pai, com a ideia de aparentemente querer o melhor para a filha, acaba enviando-a a um reformatório, chamado Red Rock. O que antes parecia algo normal, acaba se tornando um pesadelo na vida de Brit. O lugar mantinha regras muito peculiares e as garotas que estavam passando pelo mesmo processo de "aprendizado", sofriam de bulimia, se automutilavam, eram acima do peso ou mesmo lésbicas.

Cada garota que entrava na Red Rock começava com o nível 1 e a cada passagem de nível, coisas novas eram liberadas, como receber telefonema ou cartas de parentes, usar maquiagem...

Tentando se acostumar com o que seria seu lar - nada agradável - por um tempo, Brit acaba fazendo amizade com algumas garotas do lugar, formando um grupo de irmãs. Elas e suas lembranças de Jed  (integrante da banda) a ajudavam nos dias difíceis de confinamento.

Eu ficava ansiosa para que a autora falasse um pouco mais da participação de Brit na Clod, de seu relacionamento com Jed e sobre sua mãe. Esses são os pontos positivos (na minha opinião) que eu quero ressaltar do livro, aqueles que me fizeram ler até o final.

A leitura não foi ruim, mas também não foi uma das melhores. Acho que faltou a autora construir um pouco melhor a história da Red Rock, o cenário e os diálogos dentro do lugar, pois algumas personagens eram bem irritantes, na minha opinião. Percebi uma mudança na escrita da Gayle a partir do capítulo 14, o que me fez gostar um pouquinho mais do livro.

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