5 de abril de 2016

[Resenha] O Rouxinol

Título: O Rouxinol
Autor (a): Kristin Hannah
Editora: Arqueiro
N° de páginas: 432
Classificação:  
    

Sinopse: França, 1939: No pequeno vilarejo de Carriveau, Vianne Mauriac se despede do marido, que ruma para o fronte. Ela não acredita que os nazistas invadirão o país, mas logo chegam hordas de soldados em marcha, caravanas de caminhões e tanques, aviões que escurecem os céus e despejam bombas sobre inocentes. Quando o país é tomado, um oficial das tropas de Hitler requisita a casa de Vianne, e ela e a filha são forçadas a conviver com o inimigo ou perder tudo. De repente, todos os seus movimentos passam a ser vigiados e Vianne é obrigada a fazer escolhas impossíveis, uma após a outra, e colaborar com os invasores para manter sua família viva. Isabelle, irmã de Vianne, é uma garota contestadora que leva a vida com o furor e a paixão típicos da juventude. Enquanto milhares de parisienses fogem dos terrores da guerra, ela se apaixona por um guerrilheiro e decide se juntar à Resistência, arriscando a vida para salvar os outros e libertar seu país. Seguindo a trajetória dessas duas grandes mulheres e revelando um lado esquecido da História, O Rouxinol é uma narrativa sensível que celebra o espírito humano e a força das mulheres que travaram batalhas diárias longe do fronte. Separadas pelas circunstâncias, divergentes em seus ideais e distanciadas por suas experiências, as duas irmãs têm um tortuoso destino em comum: proteger aqueles que amam em meio à devastação da guerra – e talvez pagar um preço inimaginável por seus atos de heroísmo.
Pode um amor nascer em meio à guerra? Pode um amor permanecer em meio à ela?
Sempre gostei de livros que tivessem como plano de fundo essa temática, tanto da Primeira, quanto da Segunda guerras mundiais. E com "O Rouxinol" não foi diferente. Primeiro livro que leio da escritora Kristin Hannah e posso dizer que a escrita dela não se tornou cansativa e nem repetitiva durante a leitura do mesmo.

A história se desenvolve de uma maneira satisfatória e a descrição acerca dos acontecimentos fazem com que nós realmente sejamos transportados para aquela época, em meio ao caos da Segunda Guerra Mundial. Pessoas desabrigadas, famintas e desesperadas, famílias preocupadas e ansiosas, enviando seus filhos e maridos para o fronte. 

O ano é 1940 e para Vianne, um tempo de terror. Seu marido, Antoine, fora convocado para a guerra e acaba se tornando soldado, para enfrentar o exército de Hitler e lutar pela França. O despreparo e o desespero acabam tomando conta dos dias dessa mãe, que encontra em Rachel, sua grande amiga, que também enviara seu marido, um ombro amigo.

Eu fiquei imaginando durante a leitura como pode o ser humano ser tão bondoso e tão cruel ao mesmo tempo. Fica evidente, através dos detalhes que a autora incorpora à história, o sofrimento do povo da França. Não digo somente lá, mas em todos os outros territórios que sofreram direta ou indiretamente com os impactos da Segunda Guerra Mundial.

Obedecer às ordens dos alemães ou morrer. Isabelle, irmã de Vianne, tem o pensamento firme e o desejo em seu coração de lutar pela França, mesmo que isso seja muito perigoso. Com uma personalidade forte e uma beleza invejável, ela sai às ruas para entregar supostos panfletos anti nazista, algo que havia se tornado parte de sua vida após um dos membros desse "movimento" a flagrar riscando um "V" em um cartaz nazista. Nada fora forçado. Isabelle realmente tinha o desejo de fazer algo para impedir todo aquele caos e horror.

Não eram mais tempos alegres. O povo sofria. Com os cartões de racionamento, às vezes só sobravam os restos de um animal ou um mísero pedaço de carne. Toda a comida boa produzida na França era enviadas aos alemães ocupantes. Casas foram ocupadas, móveis e objetos confiscados. Não se tinha mais liberdade. E nem segurança.

Durante a leitura também podemos perceber como judeus, comunistas e maçons começaram a ser ignorados, despachados, como se não fossem seres humanos e não tivessem direitos, como todos os outros moradores. Um ponto que eu gostei muito nesse livro foi o fato de que os acontecimentos não são previsíveis. A cada instante acontece algo diferente, sempre detalhado e realista. Nessa história, pessoas não são poupadas. Não há sempre finais felizes.

Sobre o final, foi satisfatório e diferente do que eu teria imaginado. Mais uma vez, não consegui prever o que aconteceria nas últimas páginas do livro. Kristin Hannah conseguiu aproveitar muito bem cada parte da história, nos transmitindo, no decorrer da história, vários sentimentos diferentes. Eu achei a história tão cheia de detalhes, que o livro parece ter muito mais do que 432 páginas! São duas irmãs diferentes, mas sempre lutando, tentando permanecer forte diante de toda essa situação.

Leitura recomendada!

Acompanhe a Editora Arqueiro:
SITE  FACEBOOK  TWITTER  INSTAGRAM

Acompanhe o blog:
FACEBOOK  INSTAGRAM  TWITTER 
Contato: minhasecretapoesia@gmail.com

Nenhum comentário:

Postar um comentário