10 de outubro de 2015

[Resenha] Querida Sue

  Título: Querida Sue
Autor (a): Jessica Brockmole
Editora: Arqueiro
N° de páginas: 256
Classificação:  
    
SinopseMarço, 1912: A jovem poeta Elspeth Dunn nunca viu o mundo além de sua casa, localizada na remota ilha de Skye, noroeste da Escócia. Por isso, não é de espantar a sua surpresa quando recebe uma carta de um estudante universitário chamado David Graham, que mora na distante América. O contato do fã dá início a um intercâmbio de cartas onde os dois revelam seus medos, segredos, esperanças e confidências, desencadeando uma amizade que rapidamente se transforma em amor. Porém, a Primeira Guerra Mundial força David a lutar pelo seu país, e Elspeth não pode fazer nada além de torcer pela sobrevivência de seu grande amor.
Junho, 1940, começo da Segunda Guerra Mundial: Margaret, filha de Elspeth, está apaixonada por um piloto da Força Aérea Britânica. Sua mãe a alerta sobre os perigos de um amor em tempos de guerra, um conselho que Margaret não quer ouvir. No entanto, uma bomba atinge a casa de Elspeth e acerta em cheio a parede secreta onde estavam as cartas de amor de David. Com sua mãe desaparecida, Margaret tem como única pista do paradeiro de Elspeth uma carta que não foi destruída pelas bombas. Agora, a busca por sua mãe fará com que Margaret conheça segredos de família escondidos há décadas. Querida Sue é uma história envolvente contada em cartas. Com uma escrita sensível e cheia de detalhes de épocas que já se foram, Jessica Brockmole se revela uma nova e impressionante voz no mundo literário.
Querida Sue é um romance lindo, emocionante e que ultrapassa as barreiras do tempo. A forma como os personagens se comunicavam, as falas de amor, isso tudo contribuiu para que a leitura se tornasse ainda melhor. Obrigada por essa linda história de amor em cartas, Jessica Brockmole. 
Elspeth Dunn é uma poetisa de 24 anos, casada com Iain e habitante da ilha de Skye, na Escócia. Ela acaba recebendo uma surpresa e felicidade em forma de carta, de um suposto fã americano, em março de 1912. Como não havia recebido nada parecido durante sua carreira como escritora, ela fica alegre por saber que alguém havia lido algum de seus livros, e retorna a carta, endereçada a David.

David era de Urbana, Illinois, nos EUA. Havia lido o livro de Elspeth chamado "Do Ninho da Águia" e sentido a necessidade de lhe escrever, mostrando sua admiração pela obra. Quando recebeu a resposta da poetisa, por sua vez, retorna a carta sem pensar duas vezes. Nessa troca de cartas, algo começa a acontecer entre os dois. 

Sue (apelido carinhoso dado a Elspeth por David) se vê cada dia mais necessitada das palavras postas no papel pela escrita do americano. Um sentimento diferente aflora do interior do seu coração durante a terrível Primeira Guerra e a arrebata por inteiro, o qual ela sempre mantém longe de seu marido. Mas Iain, subitamente, resolve ir para a guerra, o que pega Sue de surpresa. Sem notícias de seu marido, ela se agarra à sua única verdade e seu único conforto, que é o amor e carinho de David. Mas David também acaba indo para a Guerra, deixando Elspeth desesperada pela sobrevivência do seu grande amor.

"Você pode fazer uma coisa para mim? Quando a véspera se transformar no dia de Natal, exatamente ao soar da meia-noite, vá até o lado de fora e erga o rosto para a lua. Sinta o gosto de flocos de neve na boca e imagine que eles são os meus lábios tocando os seus. Irei para o lado de fora exatamente no mesmo instante. Prometo."

1940, Segunda Guerra Mundial. Agora temos contato com a filha de Elspeth, Margaret. Tudo começa a acontecer quando uma bomba acaba atingindo a casa delas e a parede onde se encontravam as muitas cartas que Sue e David trocaram durante anos. Margaret acaba perdendo o contato com a mãe, pois essa sai de casa rumo a Londres. A única coisa que fica como pista é uma carta endereçada a Sue, mas que não faz muito sentido na cabeça da jovem Margaret. A partir desse ponto, coisas vão sendo descobertas e temos um final que não poderia ter sido melhor.
Querida Sue é uma história de amor que ultrapassa duas grandes guerras, mas que nem assim se desfaz. A história vai se alternando entre as cartas "atuais" e as antigas, entre Elspeth e David. Achei isso bem interessante, pois a história foi se encaixando a cada virada de página. O fato de o livro ser todo na forma de cartas torna a leitura ainda mais rápida. 

Me deu uma aflição quando fui passar a última página e percebi que realmente era a última. Eu precisava de mais um pouquinho de Elspeth e David. De mais um pouco desse amor arrebatador dos personagens. De mais da escrita da Jessica, que conseguiu me prender do começo ao fim. Há aqueles que não enxergam a beleza de um romance ou não acreditam no amor. Mas ó, eu recomendo demais esse livro. Apaixonem-se assim como eu ♥ 

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Beijos ♥

6 comentários:

  1. Linda resenha! Eu adoro livros com cartas na narrativa, não sei porquê!

    Beijinhos, Hel.
    http://leiturasegatices.blogspot.com.br/

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    1. Ei, Helena! Então vai amar esse livro, ele é um amor <3
      Beijos

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  2. Oi Karen,
    Fiquei apaixonada flor! ♥ Ah eu quero esse livro. Ele parece ter uma narrativa suave, verdadeira e romântica. Gosto de livros que expressão a verdade dos sentimentos.

    Ah que saudades da época que trocávamos cartas, ainda tenho varias dos meus amigos guardadas. Isso me faz ter vontade de trocar novamente correspondência.

    Parabéns Kah ficou ótimo! ♥
    Estefania Cristina
    http://escritoraestefaniacristina.blogspot.com.br/

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    1. Ei, Estefania! Esse livro é lindo, a história, o amor entre os personagens, tudo! Leia, porque vai amar!
      Beijos <3

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  3. OI Kah!
    Ai eu estou louca para ler este livro, sério! Parece ser realmente muito bom. E eu amo livros que tem narrativas assim diferentes, como por cartas, mensagens, essas coisas.
    Fiquei bastante curiosa! Já está nas minhas próximas leituras.
    Beijos!!
    umlugarparaleresonhar.blogspot.com

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    1. Ei, Becca! Indico esse livro para todos! Leia, vai amar!
      Beijos <3

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