13 de outubro de 2015

[Resenha] Dez Coisas que Aprendi Sobre o Amor

  Título: Dez Coisas que Aprendi Sobre o Amor
Autor (a): Sarah Butler
Editora: Novo Conceito
N° de páginas: 256
         Classificação:            
                
Sinopse: Por quase 30 anos, quando a brisa de Londres torna-se mais quente, Daniel caminha pelas margens do Tâmisa e senta-se em um banco. Entre as mãos, tem uma folha de papel e um envelope em que escreve apenas um nome, sempre o mesmo. Ele lista também algumas coisas: os desejos e o que gostaria de falar para sua filha, que ele nunca conheceu. Alice tem 30 anos e sente-se mais feliz longe de casa, sob um céu estrelado, rodeada pela imensidão do horizonte, em vez de segura entre quatro paredes. Londres está cheia de memórias de sua mãe que se fora muito cedo, deixando-a com uma família que ela não parece fazer parte. Agora, Alice está de volta porque seu pai está morrendo. Ela só pode dar-lhe um último adeus. Alice e Daniel parecem não ter nada em comum, exceto o amor pelas estrelas, cores e mirtilos. Mas, acima de tudo, o hábito de fazer listas de dez coisas que os tornam tristes ou felizes. O amor está em todas as partes desta história. Suas consequências também. Sejam boas ou más. Até que ponto uma mentira pode ser melhor do que a verdade?
Achei esse livro um pouco confuso no início, pois eu não estava entendendo muito bem quem era Daniel e para quem suas falas e seus pensamentos eram destinados. Mas a partir do momento que conseguir entender e descobrir o destinatário, tudo ficou mais claro e a história começou a fazer sentido. Ela é contada pelo ponto de vista de Alice e de Daniel.
Alice é uma garota com um relacionamento e uma vida um pouco conplicados: perdeu sua mãe quando ainda era nova demais, seu relacionamento com Kal não está às mil maravilhas e seu pai está doente. Muito doente. Tem duas irmãs: Cee e Tilly. Alice pensa que tem alguma culpa na morte de sua mãe, porque ela estava indo buscá-la no dia em que aconteceu o acidente. Mas claro que é somente coisa da sua cabeça. 

Seu relacionamento com Kal acaba ficando desgastante e os dois acabam terminando. Nesse meio tempo, ela recebe uma notícia ruim, enquanto estava fora de casa: seu pai acabara de morrer. Estava muito doente e de cama, acabou não resistindo. Sem rumo e sem chão, ela se vê cada vez mais distante de tudo e com uma grande tristeza no coração.

"- Nosso pai era um homem muito especial - sua voz treme, ela se ajeita de novo. - Temos sorte por tê-lo conhecido."

Daniel é um velho homem que tem uma afinidade com as cores e vaga por Londres à procura de uma garota em especial: sua filha. Conhecera a mãe dela há muitos anos, mas o relacionamento não deu certo, pois ela tinha um marido e não abrira mão disso. Com um desenho de sua amada no bolso, ele sai às ruas à procura do seu único tesouro e, com um pouco de sorte, juntamente com a sua esperança, poderia encontrar naquele rosto familiar a sua felicidade.

"Você não pode sentir saudade de alguém que nunca conheceu. Mas sinto saudade de você."

Alice e Daniel acabam se conhecendo. Ele, com aparência de mendigo, não desperta nenhum interesse em Alice, somente chama atenção da garota para o seu estado. Mas nós percebemos ao longo da história que eles têm um laço muito maior do que imaginamos. Do que Alice jamais imaginou. Vamos acompanhando a descoberta de um novo sentimento e de uma grande proximidade entre os dois. 
Como aparece no nome do livro "Dez coisas", na abertura de cada capítulo nós temos 10 coisas listadas. Achei isso bem interessante. A capa está bem linda, com essa imagem linda de Londres (ainda viajarei para lá) e alguns detalhes que remetem à história, como as flores, a mulher e o homem. A diagramação é bem bonita e gostei bastante da edição. 

O que não me fez dar 5 estrelas foi o fato de eu ter achado o final meio vago. Na minha opinião, ficaram alguns pontos soltos que a autora poderia ter explorado um pouco mais. Mas a leitura é bem rápida e descontraída, mas não crie expectativas demais com ela. Sarah, eu ficaria feliz com mais umas 50 páginas hehe. Mas o livro tem uma mensagem bonita, sobre convivência entre pai e filha e também podemos ver uma pequena crítica relacionada aos moradores de rua, uma vez que aquele que bateu à porta de Alice era muito mais do que um sujeito mal-arrumado.

A leitura está recomendada!
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2 comentários:

  1. Oi Kah!
    Eu AMEI as fotos!! E eu tenho muita curiosidade sobre o livro. Só que fiquei um pouco com medo desta final vago.
    Mas enfim, quero muito ler.
    Ps: Vamos viajar juntas para Londres haha
    Beijos!!!
    umlugarparaleresonhar.blogspot.com

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    Respostas
    1. Ei, Becca! Sabe, esse final me deixou com vontade de ler mais, pareceu até que ele tinha alguma continuação. Mas eu gostei do livro em si.
      Vamos para Londres! Meu sonho! haha
      Beijoos :D

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